sábado, 23 de junho de 2012

Solteira sim, infeliz nunca!

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É fato que a sociedade nos induz a pensar que a felicidade de uma pessoa depende de outra, mas porque não podemos ser felizes sozinhos?

Não vou aqui ser hipócrita em dizer que ter alguém pra compartilhar momentos de felicidade é uma porcaria porque é obvio que não é. A idéia aqui é tentar mostrar que para ser feliz ao lado de alguém você precisa primeiro encontrar a SUA felicidade! S.O.Z.I.N.H.A!Ou você acha que se nem mesmo você se agüenta alguém um dia no mundo vai ser capaz de te agüentar? Se você ainda não tinha pensado nisso, fica a dica: só pai e mãe que gostam de pessoas chatas e insuportáveis porque são os responsáveis pela merda feita. Sempre é tempo de mudar!

E se você está solteiro e vive com seus pais (como é o meu caso) reflita: “eu sei ser feliz sozinho?”.

Porque escrever sobre isso? Porque depois que decidi ficar um tempo sozinha para descobrir a minha felicidade as pessoas sentem a necessidade de tentar me apresentar para alguém. Ai eu paro e penso: “E quem disse que eu quero alguém?” “Eu pedi para você fazer isso?”

Geralmente aqueles que querem loucamente te ver namorando são pessoas casadas. Eles realmente acham que a felicidade depende de outra pessoa. Eu entendo plenamente. Crescerem ouvindo contos de fadas que contam histórias de príncipes encantados chegando em seu cavalo branco, na bíblia eles leram sobre Adão e Eva, eles assistem novelas em que os personagens principais são o lindo mocinho e uma linda mocinha que sempre são tentados a se separar e quando acontece uma história de separação é uma tragédia. Eles choram naqueles filmes em que a mensagem principal é: “e viveram felizes para sempre”. Em todos os lugares que eles freqüentam existe algo que vai chamar a atenção para um casal: a foto do outdoor no caminho no shopping, o cartaz da loja de departamentos, a mesa que sentaram e o prato que pediram (tudo para dois). Enfim, se pararmos para pensar, tudo em nossa sociedade leva ao casal...

Agora fica o desafio. Para e pensa quantas histórias de felicidade em casal as pessoas que tentam te empurrar alguém já contaram pra você e compara com quantas vezes eles reclamaram da pessoa amada pra você. Hum...interessante, não?
Outro desafio. De todas as histórias que você lembrou sobre reclamações (que com certeza foram maiores) tente contar em quantas delas eles não fizeram um comentário do tipo: “Eu era muito mais feliz quando não tinha o fulano (a) para atrapalhar viu”. Difícil essa heim?


Vamos refletir um pouco sobre a nossa criação?

Com certeza algum dia você ouviu algo do tipo: “Tem que se guardar para a pessoa amada, heim mocinha” “Troca essa roupa! Ninguém vai te olhar vestida assim.” “ Homem não gosta de mulher mal vestida!” “Arruma esse cabelo! Eu sei que você está indo na padaria da esquina, mas vai que o amor da sua vida está lá.” “Abra um sorriso, homem não gosta de mulher de cara feia”.
Não quero dizer que você deve se revoltar com tudo isso e ser mal vestida, feia ou chata. Mas porque você não pode simplesmente ser bem vestida, linda e encantadora para ficar de bem consigo mesma e não para os outros?

Eu já cheguei a ouvir absurdos assim: “Olha! O príncipe Harry está no Brasil e ele é solteiro.” “Mostrei umas fotos suas para fulano ver. Quem sabe não da certo!” “Não acredito que você bateu  carro, mas se ele era uma gracinha não tem problema, quem sabe é seu futuro marido!”

Você não está acreditando? Mas é verdade!! Como mudar a cabeça destas pessoas? A Conclusão que eu cheguei: impossível! Essas pessoas estão contaminadas pelo mundo que vivem e já se esqueceram que é possível ser feliz sozinho. Pensando em não ser mais uma “marionete social” e sim uma pessoa autentica que eu decidi encontrar a minha felicidade sozinha.


E como ser feliz sozinha? Simples: faça o que VOCÊ gosta de fazer: viaje, cante, dance, pule, sorria, brinque, saia com seus amigos. Conclusão: faça aquilo que te der vontade de fazer. Não existe receita para a felicidade, você tem que descobrir o que desperta ela em você.



Eu já encontrei a minha felicidade!

E se você ainda está buscando sua, que tal começar com uma inspiração?

"Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"
(John Lennon)

Andréa Lello

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Top 5: Mulheres Crazy Eyes

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Fui primeiramente apresentada ao conceito de "mulheres com crazy eyes"através do seriado How I Met Your Mother, pelo personagem Barney Stinson, um assumido cafajeste, mas que a gente adora odiar (na série!). 

A mulher crazy eyes é aquela bonita, engraçada, inteligente, mas que seus olhos indicam grande possibilidade de instabilidade mental (familiar?).

Nas palavras do Barney: “I once dated this french chick that had a rack the size of Marshall's head. The only problem was that she had the crazy eyes. So one minute she was taking her clothes off the next minute she was yelling at me”. Quem nunca?

Ainda prefiro a denominação escolhida por mim e minha amiga Alana (também colaboradora aqui): Mulheres intensas! Porque Crazy Eyes dá a impressão de que somos loucas, de que de repente baixa o espírito louco e nós agimos de forma irracional! Acredito que intensidade expressa melhor a rica vida interna dessas mulheres.  Afinal, por baixo do rostinho bonito pulsa muita vida e nós não conseguimos esconder!

Como toda mulher intensa, às vezes nossas emoções acabam nos fazendo exagerar um pouco na medida, mas faz parte de nossa grandeza, está incluso no pacote!

Então resolvi escrever um pouco sobre cinco mulheres que colocaram seus Crazy Eyes a seu favor e, graças a eles, conseguiram fazer um trabalho lindo, intenso e de muito sucesso.


Crazy Eyes Nº 5:
Janis Joplin
 
Sentia como ninguém a música e se revelava em suas conversas com o público durante os shows. A cantora viveu intensamente seus poucos anos de vida, dona de um estilo de cantar marcante - rouco e beirando o grito - é considerada por muitos a voz feminina por excelência do rock'n roll e a primeira mulher branca de destaque do blues. As composições podiam não ser sempre suas, mas ela imprimiu alma e estilo inesquecíveis!

Por que Crazy Eyes? Apesar de incrível, Janis vivia num mundo predominantemente masculino (o do rock) e suas músicas nos dão dicas sobre alguém que sofria de solidão e buscava uma Cia a sua altura, que bancasse toda sua intensidade. Nas palavras da cantora: "Eu canto com a minha alma, com o meu corpo, com o meu sexo... Eu canto toda!" E porque não tinha medo de ser intensa!

Palhinha Crazy Eyes:


Crazy Eyes Nº 4
Adele

A Crazy Eyes mais nova da lista, cantora fenômeno de 2011 com o álbum 21 (sua idade no ano de lançamento. Invejinha, né?). Quem não se emocionou e cantou repetidas vezes as músicas “Rolling In The Deep” ou “Someone like you” esse ano até enjoar? E aí cantou um pouquinho mais!

Por que Crazy Eyes? Todas suas músicas se baseiam em eventos e pessoas reais, é de uma transparência emocionante! "Someone Like You", assim como o álbum todo é inspirado na separação traumática com seu ex-namorado, com qual chegou a morar junto por um ano, e que logo depois já anunciava noivado com outra mulher.

Palhinha Crazy Eyes:
Someone Like You (Clique para ver letra e tradução)

Crazy Eyes Nº 3
PJ Harvey 

Inglesa, PJ cresceu na zona rural e trabalhava na propriedade rural de seus pais. Dentre muitas tarefas, Polly Jean castrava ovelhas (chamou a atenção? Essa é forte!). 

Em 1993, PJ fez parte de um trio que levava seu nome e lançou o álbum Rid Of Me, considerado um dos mais importantes e influentes trabalhos de sua carreira. “Com uma atmosfera pesada e canções agressivas, sobre possessividade, loucura e vários temas de comportamentos humanos extremos, Polly diz que tinha em mente fazer um trabalho para definitivamente dizer não a quaisquer moldes em que deveria se encaixar na indústria fonográfica".

Por que Crazy Eyes? A letra da música Rid of Me pode ser considerado um hino Crazy Eyes. Nela, a cantora afirma repetidamente que seu amante não irá se livrar dela de forma alguma até que ele deseje nunca tê-la conhecido.

Palhinha Crazy Eyes
 
Crazy Eyes Nº 2
Amy Winehouse
 

Foi em seu segundo álbum Back to Black, lançado em 2006, que pudemos entrar em contato com seu lado crazy eyes. O album inteiro é baseado no amor não correspondido pelo produtor Blake (que mais tarde veio a ser seu marido). Amy e Blake se conheceram em um Pub em Camdem e passaram por várias separações, entre 2005 e 2007. O produtor tinha uma namorada e, logo depois de conhecer Amy, voltou para ela. Para restaurar o seu coração partido, Amy sangrou o algum Back to Black, que foi o cd mais vendido de 2007 e ganhou inúmeros prêmios de música.

Por que Crazy Eyes? O Album Back to Black todo é uma ode ao sofrimento gerado pelas idas e vindas com Blake, recheada de drogas, álcool e brigas assistidas pelos holofotes britânicos. Amy se entregou aos seus sentimentos e nos presenteou com um álbum puro e dolorosamente familiar.

Palhinha Crazy Eyes:

 
Crazy Eyes Nº 1
Allanis Morrissete 

Alanis foi a cantora mais bem sucedida na década de 1990 e em 2002 era uma das cantoras mais bem pagas do mundo. As letras de Jagged Little Pill, seu álbum internacional de estreia, são autobiográficas e autoanalíticas e mostram bem o que Alanis queria expressar na época, uma jovem mulher saindo da adolescência e expressando seus sentimentos de forma madura e sem censuras.

Por que Crazy Eyes? No primeiro single do álbum, You Oughta Know, Alanis grita com seus vocais poderosos a fúria pela traição de um ex-namorado, mas sem mimimi de auto-piedade! Ela exige respeito e reconhecimento, no estilo “não vou desaparecer e facilitar sua vida”.
O Album é cru, é rock’n’roll e raivoso! Por isso ela está em primeiro lugar na lista de mulheres intensas que usaram seus crazy eyes a seu favor!


Palhinha Crazy Eyes:
You Oughta Know (clique para ver letra e tradução)




quinta-feira, 14 de junho de 2012

A adorável mania de deixar tudo para a última hora!

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A última hora não é definida em minutos, horas, dias, semanas ou anos. Ela é apenas o momento limite para se fazer algo que não se gostaria de estar fazendo.
Os que não a praticam se irritam com tal atitude, consideram-na no mínimo uma irresponsabilidade sem tamanha. Para aqueles que a realizam de vez em quando é uma aventura que deve ser evitada nos momentos em que a coisa é mais séria.
Já para os que a exercem cotidianamente é como uma filosofia de vida.
Certamente, para estes, as primeiras coisas deixadas para última hora aconteceram já na infância e na maioria das vezes por força maior (seja lá o que isso venha a significar): Um trabalho de escola só ficou para os 45 do segundo tempo ou porque aquela gripe veio forte ou porque os pais decidiram viajar de última hora para a casa da vovó. A arrumação do quarto só ficou para última hora ou porque ia passar aquele filme super legal na seção da tarde ou porque uma amiga te chamou de última hora para ir à casa dela e você não podia dizer não.
Até ai tudo bem! Não há problema algum, foram só algumas vezes e por forças maiores. O problema maior é quando você começa a receber elogios por coisas realizadas de última hora:
    
-   Nossa!!! Que trabalho exemplar. Você se superou hem!
-   Que quarto arrumado! Porque você não se dedica sempre assim?
E você pensa:
-    Añ?!?

Fora os elogios, você ainda começa a observar as pessoas ao seu redor e percebe que a grande maioria das pessoas que deixam as coisas para última hora está sempre mais presentes nos eventos, topa qualquer viagem, qualquer barzinho, qualquer cinema de última hora... Mesmo não sendo um deles, você sabe que quando precisar de uma companhia de última hora a melhor opção é procurá-los.
Não que as pessoas mais organizadas não sejam assim, mas é que involuntariamente você passa a direcionar seu olhar para estas outras pessoas e passa a admirá-las e se identificar.  Se esta pessoa for uma pessoa que você gosta muito sua tendência a ser um “deixador de coisas para última hora” amplia consideravelmente. Pois essa raça consegue influenciar a maioria das pessoas indecisas entre realizar sua obrigação ou sair por ai fazer qualquer outra coisa.
Além disso, você também começa a aceitar o fato de que as coisas deixadas para a última hora são coisas muito chatas ou que darão muito trabalho para serem bem realizadas (ou ambos): aquele trabalho do final de semestre, aquela dieta que você está programando há décadas, os exercícios físicos, a depilação dolorida, aquele relatório do trabalho, o resumo do congresso etc.
Ninguém nunca deixa para última hora coisas legais e interessantes (a não ser que a obrigação te exija):
Alguém já deixou para comprar os ingressos de um filme ou show que você quer muito ir assistir para o último dia e nos últimos minutos? Alguém já comprou um cd com uma musica que adora e deixou para escutá-la só por último? Alguém vai num samba de sexta feira às 03 da madruga só para ver o final?
É por isso que se não der para fazer tudo ao mesmo tempo, é melhor deixar as obrigações para a prorrogação. Os que odeiam tal atitude argumentariam que a organização lhe permitiria realizar tudo - obrigações e diversão. Mas está ai outra característica daqueles que deixam tudo para última hora: Nós somos desorganizados (inconscientemente ou conscientemente), afinal sabemos que se organizar dá muito trabalho e é muito chato por isso preferimos deixar isso também para a última hora.
Não estou aqui afirmando que os “deixadores de coisas para última hora” realizam suas obrigações com desleixo e nem que deixam de cumpri-las. Eles apenas deixam para última hora e por sorte ou competência elas sempre são elogiadas.
É impressionante como aparecem coisas interessantes, legais, divertidas – como dormir, não fazer nada, ir ao cinema, ver TV, ir num barzinho – quando temos alguma coisa muito chata e trabalhosa para fazer. Nós somos muito requisitados porque todos sabem que só deixaremos de cumprir com nossos eventos sociais – como ouvir musica, por exemplo – quando realmente tivermos neste tempo limite.
Deixar as coisas para a última hora não é fácil. Alguns simplesmente têm esse dom, outros criam técnicas e as aperfeiçoam ao longo do tempo. Mas sem dúvida a autoconfiança e a certeza de que o argumento “primeiro vem a obrigação, depois a diversão” só serve para cairmos na cilada de trabalharmos mais e nos divertirmos menos são as principais armas de um excelente “deixadores de coisas para última hora”.
Porque como disse minha irmã de 10 anos – já muito influenciada pelos familiares – ao ser questionada sobre o motivo de deixar suas coisas para a última hora: É porque dá certo, quando não der a gente pensa no que faz.



terça-feira, 12 de junho de 2012

Viajando sozinha, e agora?

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Ok, ok, já sabemos que somos mulheres modernas, aventureiras e o diabo a quatro! Mas aquele momento quando chegamos sozinhas em algum lugar sempre é desconfortável... pensando nisso preparei uma pequena lista para as leitoras viajantes. 

Aqui vão 10 dicas, baseadas em minha experiência, sobre o momento da viagem sozinha que mais recebo perguntas: como chegar ao hostel/albergue e superar aquele momento de constrangimento inicial sem parecer o Gasparzinho (para as leitoras mais novas isso significa desesperado por novos amiguinhos):

1- Não tenha medo de ficar sozinha. Se você ainda não consegue apreciar a sua própria companhia, certamente essa viagem te ajudará a se conhecer e estar mais seguro com seus próprios botões.

2- Chegue tranquilo, faça aquele carão de estou muito bem (caso você já não esteja) e aberto a novas pessoas e experiências.

3- Abandone os fones de ouvidos, eles te fecham para o mundo!

4- Após fazer seu check-in, aproveite para dar uma olhada em volta e reconhecer o território. Vá ao seu quarto e se instale. Se já houver pessoas por lá, se apresente, pergunte de onde a pessoa é. Dificilmente as pessoas não gostam de contar sua história. O que nos leva a dica número 5.

5- Seja um bom ouvinte, conhecer histórias e pessoas são parte importante da experiência de toda viagem, além de ser enriquecedor para seu autoconhecimento e localização no mundo.

6- Vá a área comum, rodeie, fale da sua viagem e pergunte sobre a viagem dos outros. Lembre-se, a maioria das pessoas que se instalam em hostels o fazem com o intuito de conhecer outros viajantes.

7- Se receber, e você provavelmente receberá, convites para sair com o grupo, aceite! Caso esteja muito cansada, faça um esforço para ir, mesmo que seja para ficar só um pouquinho. Sabemos que as primeiras impressões são importantes e será uma oportunidade de descobrir os programas para o próximo dia (isso, deduzindo que você esteja procurando companhia).

8- Sua mãe já deve ter te falado isso, mas não custa reforçar: não exagere na bebida quando sozinha, lembre-se que mesmo que pareça que fez melhores amigos, você está sozinha e tem que se cuidar.

9- Aproveite a oportunidade para se livrar de preconceitos, tente conhecer as pessoas despindo-se de opiniões pré-concebidas.

10- Sorria, você está em férias e sorrisos sempre atraem pessoas. Afinal, quem quer conversar com alguém carrancudo?

Essas são algumas sugestões, baseadas em minha experiência, para leitoras que possam estar inseguras quanto a viajar sozinhas. Elas não devem ser seguidas à risca, aproveite para ver o que funciona para você (e mande sugestões)!


sábado, 9 de junho de 2012

Como sobreviver ao dia dos namorados (duas vezes no mesmo ano)

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No começo do ano pude presenciar o Valentine’s Day nos EUA... estava choramingando sobre a data com uma amiga americana e ela me explicou como lá é comemorado também a amizade, a família, e todos trocam presentes, não apenas os casais. Seria uma espécie de celebração do amor, em todas as suas formas (caiu uma lágrima). 
No mesmo dia conversando com um amigo que também é de lá, a resposta foi bem mais direta, no melhor estilo tapa na cara: “essa sua amiga não sabe o que tá falando, esse dia é para os casais, é o dia da consciência dos solteiros” ou Singles Awareness Day (S.A.D.)
Não vamos nos enganar, é exatamente isso, é o mundo te lembrando que você não tem namorado, esfregando na sua cara que você é a única pessoa sozinha nesse dia. Logo você, bonita, inteligente, gente boa... sozinha!
4 meses depois, para nossa alegria, o dia dos namorados está chegando... de novo? 
O que mais incomoda não é nem a solteirice em si, mas o fato de que as comédias românticas, os comerciais, os outdoors, e o que mais existir, fazem questão de apontar tudo que você não vai ter nesse dia: um perfume novo, cafunés, jantar à luz de velas, isso não te pertence.
Não, não adianta falar que é uma data comercial, é o tipo de coisa que todo mundo sabe, repete pra si mesmo, mas que não faz a menor diferença. Quer ver? Prepare-se pois é tudo muito romântico: “A data só é comemorada no Brasil em junho (e não fevereiro como na maioria dos países) porque esse era um mês de mercado pouco aquecido, considerado o mais fraco para o comércio” - já tá se sentindo melhor, não né? - “Para melhorar as vendas de junho, um publicitário lançou uma campanha que consistiu na mudança do dia de São Valentim para o dia 12 de junho com o slogan: 'não é só de beijos que vive o amor'" (para ler na íntegra clique aqui). 


Para aquelas que estão ficando, não se empolguem muito, nessa data a melhor coisa a fazer é colocar o poker face e fingir que é um dia como todos os outros. Sugerir qualquer programa mais romântico pode ser fatal e assustar o cara, tadinho! E não fique surpresa se ele ficar estranho ou até mesmo sumir, é um efeito comum da data. 
Já você que perdeu as esperanças (ou perderam as esperanças em você), torça para não encontrar aquela tia que está fazendo seu enxoval desde que você nasceu e ouvir pela milésima vez: “e o namorado, cadê?” 
Mas se quiser rir da própria desgraça, basta ler as dicas das revistas femininas para esse dia... 10 maneiras de não se matar ser feliz no dia dos namorados. Tem de tudo, desde a clássica “compre um presente para si mesma” até coisas do tipo “dance na frente do espelho” (como é?). 
A única recomendação que acho realmente válida é o famoso “saia com as amigas”, mas isso serve pro ano inteiro, em qualquer país, solteira ou namorando. Nunca falha, true story.

(Se ainda assim você não está satisfeita, não se desespere. Graças a Deus e a algum organizador de micareta querendo lucrar, já temos nosso dia! 15 de agosto, o dia dos solteiros, já tá chegando)

O dia dos Namorados (para quem namora)

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Queridos leitores e leitoras, segue um textinho feito em parceria entre a colaboradora Andrea Lello e eu para homenagear o Dia dos Namorados que se aproxima:


Mais um dia dos namorados se aproxima e aquela inquietação começa a se manifestar. Primeiro porque enfiam em nossas cabeças que este dia exige algo especial e segundo porque nunca estamos contentes com o que pensamos. Qual presente poderia traduzir o estágio do nosso relacionamento, minha identidade e o que sinto por ele? “Já sei! Que tal um novo perfume, aquele com aquela propaganda super legal ou quem sabe uma bela camisa...”
Eu poderia encher um pacote de mensagens escritas “eu te amo”, mas eu ainda não falei isso pra ele! Poderia assustar o rapaz e é muito comédia romântica Hollywoodiana! Quem sabe também colocar um belo espartilho de lacinho e falar “este é o complemento do seu presente”, não! “Não sou objeto para me dar de presente a marmanjo algum! Além disso, ele pode ficar mal acostumado!”
Nunca conseguimos nos decidir. Quando solteiras essa data costumava ser um lembrete de como não havia cumprido meu dever como mulher nessa sociedade e ter sido capaz de, pelo menos, ter agarrado um rapaz. A semana anterior a este dia era infernal até para relaxar e sair para fazer umas comprinhas. Todas as propagandas com coraçõezinhos e todas as lojas com promoção de dia dos namorados (ok, dessa eu me aproveitava!).
Quando estava solteira, ser uma frigideira era um problema. Mas agora que sou panela com tampa o dia dos namorados se tornou esse incômodo completamente diferente: fazer algo especial, autêntico, ir em restaurantes lotados, caros e a odisséia do presente ideal. Foi-se o tempo que uma camisinha era suficiente para fazer a noite.
Há, ainda, os namorados que ainda não disseram as três palavras mágicas. Sei o que você está pensando. Não, não é "passa o molho?", mas o temido "eu te amo". Será que este vai ser o grande dia para isso? Aí fica aquela tensão a noite inteira, “será que eu digo? Ele vai dizer de volta? Porque ele não fala logo? O que eu to fazendo aqui? Deus, faça com ele não diga isso!”. 
Que dia estressante! Verdade é que poucos casais são fortes o suficiente para o dia dos namorados e poucas são as pessoas que realmente aproveitam o dia naturalmente. Mesmo porque, como sabemos, ele não é natural e foi inventado em homenagem a São Valentim, e colocado nessa data no Brasil para aquecer as vendas do mês, que sempre foram meio paradas.  No fim, quem sai ganhando nessa data é só o comercio mesmo. Nós acabamos, invariavelmente, decepcionadas com o presente que ganhamos, pegamos fila no motel (quer coisa que mais acaba com romance do que isso?) e o sexo foi do mesmo jeito de sempre.
Sou muito mais um jantarzinho inesperado, um presente lembrado em qualquer dia, um sexo em hora imprópria e um carinho sem data marcada para acontecer.

Natália Olveira e Andréa Lello
 

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